What Now? Again!, a exposição coletiva do SLASK 2024, abriu no dia 27 de novembro com obras de sete artistas entre escultura, joalheria, têxtil, vídeo e pintura.
A Knot In Motion, de Alexandra Moreno (pneus de automóvel descartados, epóxi, aço inoxidável, 2024), parte de ideias pós-humanistas e da noção de Donna Haraway de que o mundo é um nó em movimento: num mundo intrincadamente ligado, ferir uma parte é ferir-se a si mesmo. A obra, uma encomenda da Svensk Däckåtervinning, dilui a fronteira entre o humano e o material e propõe uma nova forma de ver a nossa relação com o outro, humano e não humano.
Douglas Tillberg mostra Berlocker (alumínio, objetos encontrados, 2024). A sua nota sobre as obras diz, em tradução: vejo algo. Tomo o meu prego e empurro-o até atravessar. É esse o meu berloque.
Hysteria, de Amanda Edstrand (alumínio, vídeo, fotografia, 2024), traça uma linhagem: a bruxa do século XVII torna-se a histérica dos séculos XIX e XX, hoje transformada na paciente borderline do século XXI.
Seaside stroke simulation, de Rokko Bengts (algodão, poliéster, linho, couro sintético, 2023), é um instantâneo do arquipélago visto por uma lente desorientada.
Anna Harström mostra um pequeno grupo de esculturas em grés (2022 a 2024): espirais e espigões, formas vindas da arquitetura clássica e de toda a parte na natureza. Três pernas nunca vacilam; a argila misturada com giz torna-se esmalte; e os objetos podem ser carregados de energias protetoras, para quem acredita nessas coisas.
Natali Ringqvist apresenta Untitled (postais, argila, fita adesiva, 2024) e Chausu painting (argila, emulsão de têmpera, tela de linho, 2024), ao lado das coordenadas 37°07’29.9”N 139°57’52.6”E.
Em Main (prata, zircões, cobre, 2024), Johanna Edwardh quer, ao mesmo tempo, desafiar e preservar o ofício. Em experiências com métodos têxteis e cravação de pedras, transmite o conflito entre o processo lento e cuidadoso do ourives e a produção acelerada do nosso mundo ultramoderno.